Empreendedoras inovam com produção de doces com leite de búfala em Itapororoca
- JP Agenda
- 23 de fev.
- 3 min de leitura
Negócio familiar retomou criação de bubalinos e, com apoio do Sebrae, expandiu produção para PB, PE e RN

Na Fazenda Santa Helena, em Itapororoca, no Vale do Paraibano, as irmãs Eduarda e Daniela Pedrosa estão transformando a criação de búfalas em um negócio de sucesso. Após retomarem a atividade iniciada pelo pai nos anos 1980, elas investiram na produção de doce de leite de búfala e hoje vendem para Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte.
Com apoio do Sebrae, o empreendimento familiar está estruturando seu próprio laticínio, apostando na qualidade do leite A2A2 (de mais fácil digestão) e na aceitação do mercado.
Por que o leite de búfala é especial?
O leite de búfala possui características nutricionais que o diferenciam do leite de vaca:
A2A2: As búfalas produzem naturalmente leite do tipo A2A2, mais digerível e menos propenso a causar desconfortos gastrointestinais .
Teor de gordura: Mais elevado, o que confere cremosidade e sabor marcante aos derivados .
Proteínas: Perfil proteico diferenciado, ideal para quem busca alternativas ao leite convencional .
Propriedades benéficas: O doce de leite de búfala mantém essas características, oferecendo um produto saboroso e funcional .
Como surgiu a ideia do doce de leite de búfala?
A história começa nos anos 1980, com o pai das empreendedoras. A atividade foi pausada e retomada em 2018, com a instalação do rebanho em Itapororoca. O grande impulso veio com a pandemia:
Queda nas vendas do leite in natura: O mercado tradicional reduziu a demanda .
Necessidade de inovar: As irmãs buscaram alternativas para escoar a produção .
Aposta no doce de leite: O produto teve aprovação imediata dos consumidores, pelas propriedades benéficas e sabor irresistível .
Eduarda Pedrosa explica: "Com a chegada inesperada da pandemia, chegou também o desafio e a superação. A venda do leite caiu e surgiu a necessidade de encontrarmos novos destinos para ele. Foi quando tivemos a ideia do doce de leite de búfala" .
Qual o papel do Sebrae nesse negócio?
O Sebrae/PB tem sido um parceiro fundamental na estruturação do empreendimento, por meio da Trilha Empreendedora voltada à cadeia leiteira:
Apoio oferecido:
Elaboração do projeto do laticínio próprio
Aquisição de maquinários adequados
Consultorias diversas: gestão, inovação, beneficiamento
Orientação para certificações e regularizações
Melhorias no manejo e na genética do rebanho
Pablo Queiroz, gestor do Sebrae/PB, destaca: "Vamos trabalhar para que o produtor paraibano possa competir com qualquer um outro, de forma a não deixar a desejar" .
Onde encontrar os produtos?
Atualmente, os doces de leite de búfala da Fazenda Santa Helena são comercializados em:
Paraíba: Mercados, empórios e feiras especializadas
Pernambuco: Pontos de venda selecionados
Rio Grande do Norte: Parceiros comerciais
A localização estratégica da fazenda, em Itapororoca, facilita a logística de distribuição para os três estados.
Como apoiar e conhecer mais?
Para quem deseja experimentar ou revender os produtos:
Redes sociais: Acompanhe a Fazenda Santa Helena para novidades e pontos de venda
Feiras e eventos: O Sebrae frequentemente leva produtores parceiros a exposições e feiras de negócios
Contato direto: Em breve, com o laticínio próprio, a expectativa é ampliar a distribuição e lançar novos derivados
Por que esse negócio é inovador?
A história das irmãs Pedrosa reúne elementos que a tornam um case de sucesso:
Tradiçã o familiar: Resgate de uma atividade iniciada há 40 anos
Resiliência: Superação dos desafios da pandemia com criatividade
Qualidade do produto: Aposta nas propriedades benéficas do leite de búfala
Apoio institucional: Parceria com o Sebrae para estruturar e profissionalizar o negócio
Potencial de crescimento: Expansão para novos mercados e produtos



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