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Gerente da Usina Monte Alegre destaca inovação e liderança feminina em videocast do setor sucroenergético

  • Foto do escritor: JP Agenda
    JP Agenda
  • 8 de abr.
  • 3 min de leitura

Marlene Oliveira relembrou trajetória de três décadas na usina e pioneirismo no açúcar ozonizado, alternativa sustentável ao uso de enxofre

Três pessoas em uma mesa de podcast, com microfones e xícaras. Tela ao fundo exibe "sindalcool". Decoração com livros e plantas.

A trajetória de uma mulher que ajudou a moldar o setor sucroenergético paraibano precisa sempre ser destacada. A gerente industrial da Usina Monte Alegre, Marlene Oliveira, foi entrevistada no videocast “Observatório da Primeira Infância e a Transição Energética”, em uma conversa leve e cheia de memória com a jornalista Kiara Duarte, que também contou com a participação de Edmundo Barbosa, presidente do Sindalcool.


O bate-papo revelou uma história construída com coragem, inovação e, sobretudo, humanidade.


Formada pela Universidade Católica de Pernambuco, Marlene iniciou a vida profissional em 1978, no setor metalúrgico, um ambiente técnico e, à época, ainda mais fechado à presença feminina.


Foi nesse cenário que surgiu uma virada decisiva. Ao conhecer Otávio Pinto Carvalheiro, ouviu uma proposta incomum: integrar um projeto inovador em uma usina que buscava alguém “livre dos vícios de números”. O convite a levou à Destilaria Japungú, em 1982, durante sua primeira safra.


Ali, Marlene assumiu o controle de qualidade em um ambiente desafiador e machista. Ainda assim, a combinação de olhar técnico e disposição para inovar começou a abrir caminhos.


Depois de uma passagem por uma multinacional, ela chegou à Usina Monte Alegre, onde escreveria o capítulo mais longo e marcante da sua carreira. Já são três décadas à frente da gestão industrial da unidade.


Aposta pioneira no açúcar ozonizado


Entre os marcos dessa trajetória, um se destaca não apenas pelo ineditismo, mas pelo impacto ambiental e humano. Em 2005, Marlene liderou o desenvolvimento do projeto de açúcar ozonizado, uma alternativa ao processo tradicional que utiliza enxofre.


A proposta nasceu de uma inquietação simples, de produzir um açúcar diferente, mais limpo e alinhado com a sustentabilidade.


A ideia foi levada à diretoria e ganhou força com o engajamento de toda a equipe. O resultado foi uma mudança significativa no processo produtivo, reduzindo impactos ambientais e melhorando as condições de trabalho dentro da indústria.


Liderança que passa pelas pessoas


Se a técnica abriu portas, foi a forma de liderar que consolidou o legado de Marlene. No videocast, ela fez questão de destacar que o crescimento do setor não se mede apenas em tecnologia, mas em gente.


“A evolução de treinamentos, de mãos de obra, de assessoria, de inclusão, foi enorme. E a evolução tecnológica é algo que é difícil mensurar, porque foram muitos. Tudo isso faz um crescimento muito grande”, disse.


Para ela, gestão vai muito além de metas e indicadores. É um exercício constante de escuta, empatia e construção coletiva.


“Tudo na vida tem que ter uma gestão. Ter a gestão com pessoas é importante, conversar para entender os desafios e fazer com que ela execute o que é importante para que a empresa atinja seus objetivos”, alertou.


Essa visão humanizada aparece também na forma como enxerga o próprio papel dentro da usina.


“A gente procura sempre ser um espelho. Eu fico feliz quando as pessoas dizem que me admiram ou que, na realidade, se espelham. Trabalhar em uma usina é um caminho diversificado. É um segmento gratificante”, comentou.


E completa, resumindo o desafio de quem lidera equipes em ambientes industriais:

“Eu gosto de humanizar o trabalho. E o trabalho humano, você atinge os objetivos, que são técnicos. A técnica, se for só a máquina, é fácil. O problema é colocar um homem para operar a máquina e atingir os objetivos", finalizou.


Um exemplo que atravessa gerações


A história de Marlene Oliveira é sobre permanência e sobre transformação. Em um setor que evoluiu em ritmo acelerado, ela acompanhou e ajudou a conduzir mudanças tecnológicas, culturais e ambientais.


Hoje, ao compartilhar sua trajetória em espaços diversos, ela amplia ainda mais esse impacto, inspirando novas gerações a enxergar na indústria sucroenergética um campo possível, diverso e, acima de tudo, humano.

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