Agências de turismo receptivo: Senado aprova projeto que regulamenta empresas que atuam nos destinos turísticos
- JP Agenda
- há 6 horas
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Medida busca dar segurança jurídica e fortalecer negócios locais; relatora destaca geração de empregos e circulação de renda nas comunidades

O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (25) o projeto de lei (PL) 4.099/2023, que classifica formalmente como "agências de turismo receptivo" as empresas que atuam na recepção, transporte e realização de passeios nos locais de destino dos turistas. O texto segue agora para análise da Câmara dos Deputados.
A mudança pode parecer simples, mas tem impacto direto na segurança jurídica e no fortalecimento do turismo local em todo o país.
O que muda com a nova lei?
O projeto altera a nomenclatura usada para essas empresas, de "empresas de turismo receptivo" para "agências de turismo receptivo" . Mais do que uma questão semântica, a mudança reconhece formalmente a diversidade e complexidade das operações realizadas por esses negócios nos destinos turísticos.
Atividades reconhecidas pela nova classificação:
Recepção e acolhimento de turistas
Serviços de traslado e transporte local
Elaboração, comercialização e execução de roteiros e passeios turísticos
Assistência, orientação e acompanhamento ao turista durante sua permanência
Por que essa mudança é importante?
A relatora da proposta, senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA) , destacou os principais benefícios:
Segurança jurídica: Empresas que atuam no receptivo turístico muitas vezes operam em uma zona cinzenta, sem uma classificação clara que reconheça sua natureza. A nova lei dá respaldo legal para essas atividades.
Fortalecimento da economia local:"As agências de turismo receptivo são empresas de base local, gerando empregos diretos e indiretos na ponta, contratando guias locais, motoristas, e firmando parcerias com hotéis, restaurantes e artesãos da região" , afirmou a senadora.
Circulação da renda no território: Ao regulamentar essas empresas, a lei garante que a renda gerada pelo turismo permaneça e circule na própria comunidade, incentivando o empreendedorismo regional.
Competitividade do turismo brasileiro: A medida beneficia "desde o pequeno empreendedor local até a imagem do Brasil como um destino turístico organizado e competitivo" , concluiu Lobato.
O que diz a relatora?
"A alteração para o termo 'empresa' reflete com maior precisão a diversidade e a complexidade das operações desempenhadas em regiões com vocação natural para o turismo, que vão muito além da simples agência, mas que ainda carecem de estrutura empresarial consolidada" – Ana Paula Lobato, senadora (PSB-MA)
Próximos passos
O projeto segue agora para análise na Câmara dos Deputados. Se aprovado sem alterações, segue para sanção presidencial. Caso os deputados modifiquem o texto, ele retorna ao Senado para nova votação.
Outra aprovação do dia: redução de tributos para indústria química
O Senado também aprovou nesta quarta-feira (25) o PLP 14/2026, que reduz as alíquotas de PIS/PASEP e Cofins para indústrias participantes do Regime Especial da Indústria Química (Reiq) , que será extinto no final de 2026.
Novas alíquotas aprovadas:
Período | PIS/PASEP | Cofins |
Janeiro/2025 a fevereiro/2026 | 1,52% | 7% |
Março a dezembro/2026 | 0,62% | 2,83% |
A medida beneficia a compra de insumos como nafta petroquímica e parafina. O texto segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Para quem viaja: o que isso muda na prática?
Com a regulamentação das agências de turismo receptivo, os viajantes ganham:
Mais segurança ao contratar passeios locais
Garantia de que os serviços atendem a requisitos legais
Estímulo ao turismo de base comunitária e experiências autênticas
Fortalecimento da economia local – o dinheiro pago pelo passeio fica na região
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